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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fique livre de lesões com Core Trainig

Caros amantes dos esportes e da atividade física,

hoje trouxe para vocês algumas ideias de Chris Mallac, fisioterapeuta chefe do Queensland Reds Super 14, na Australia, sobre o Core Training. Eu só gostaria de reforçar o cuidado e o conhecimento necessários ao aplicarmos esse conceito seja na Educação Física, seja na Fisioterapia.

"O que é exatamente esse fenômeno no mundo do exercício conhecido como "Core Training"? É um termo comumente usado nas academias, no domínio da atividade atlética.

- Senhores tudo bem! Vamos terminar com 10 minutos de trabalho de Core. Todos para baixo em  posição de prancha. ( Imagem ao lado)

Então é isso ?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O quadril e a lesão de joelho III

Hoje venho falar de mais fatores biomecânicos que influenciam de forma recíproca o quadril e o joelho. Vamos lá.

No primeiro "O quadril e a lesão de joelho" abordei um estudo científico que defende o fortalecimento dos músculos do quadril na prevenção e tratamento da SDPF - Síndrome da Dor Patelofemural - ou condromalácia.
A fraqueza do músculo glúteo médio foi citada como uma das causas do aparecimento dessa dor.

No segundo, "O quadril e a lesão de joelho II", foi feita uma relação com o ângulo Q, o que explica a maior incidência da SDPF em mulheres, sob o ponto de vista biomecânico.

Nesse terceiro vou citar mais um fator de relevância, quando se trata desse tipo de patologia.
É muito importante pensarmos na causa das lesões que aparecem sem trauma direto.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sexo e Fisioterapia : Desmistificando tabus

Pompoarismo na fisioterapia? Sim!

Reeducação perineal  ou dos músculos do assoalho pélvico -  MAP - através do pompoarismo é uma questão de saúde. Saúde da mulher.

Como?

O pompoarismo é uma técnica milenar cuja origem se perde no tempo, se desenvolveu na Tailândia,  se difundiu em vários países do Oriente e mais recentemente despertou a curiosidade do Ocidente.

As tailandesas desenvolveram alto grau de controle sobre a musculatura do assoalho pélvico e se apresentam em shows que deixam a platéia abismada pela sua habilidade.
Chegamos a desconfiar se é possível desenvolver tanta potência e controle sobre essa musculatura.
Bem, é verdade que treinam desde a infância; é uma questão cultural.

O que vem a ser o pompoarismo?

terça-feira, 22 de junho de 2010

O músculo da emoção

O psoas é um músculo enigmático.

Sua biomecânica, seu comportamento e sua reação às diversas técnicas e métodos direcionados a seu tratamento sempre me fascinaram.

Ele está envolvido nas queixas de praticamente todas as pessoas que me procuram no consultório.

Como pode ser?
  • Bem, o psoas é um músculo de centralidade e de conexão. Ele faz e relação da parte de cima com a parte de baixo, vem de dentro para fora, de axial(eixo) para apendicular(extremidade), além de estar diretamente envolvido no andar(caminhar) e na respiração, isso para citar alguns dos seus principais encadeamentos.
(O psoas fornece parte do suporte de raiz para o diafragma e, sem dúvida tem um papel fundamental na iniciação do ato de andar.)
  • Os vizinhos do psoas também são muito influentes( importantes) : as articulações do quadril, coluna lombar, articulações lombo-sacra e torácico-lombar, os rins, as glândulas supra-renais, as artérias ilíacas, o plexo lombar- que passa por dentro do psoas- e, é claro o diafragma.
  • Biomecanicamente ele tem papel fundamental na região lombar e pélvica e no Core.
Qualquer alteração no seu funcionamento repercute no todo. Curiosamente suas funções ( movimentos pelos quais ele é responsável) podem ser repetidas por um ou mais músculos superficiais.Isso faz com que fique ainda mais difícil identificá-lo no nosso corpo.
  • Com certeza você consegue sentir o seu bíceps do braço, ou reto abdominal trabalhar, mas o psoas vem de lá de dentro e só com um bom trabalho desenvolvido para sua conscientizaçao é possível percebê-lo.
Esse pode ser mais um dos desafios diante do seu manejo.
  • Além disso, com o avanço da ciência - microscopia eletrônica - descobriu-se a presença de ramificação do nervo vago no seu interior.
O que isso representa?

sábado, 5 de junho de 2010

O quadril e a lesão de joelho


Já postei algumas vezes assuntos relacionados a pelve ou quadril: Core, tranverso do abdómen, assoalho pélvico, pois é, isso me intriga e fascina!

Como já falei, o Core está intimamente relacionado à pelve, que por sua vez está ligada ao corpo todo.

A pelve, do ponto de vista fisiológico, abriga órgãos e estruturas que pertencem ao nosso sistema digestivo, urinário, circulatório, nervoso, osteomioarticular e reprodutivo. Com isso ela abriga a possibilidade da mais fantástica das funções, a perpetuação da espécie humana.

Não é de estranhar que a pelve seja central no corpo, conectando a parte superior e inferior do nosso corpo.

Do ponto de vista biomecânico, ela recebe o peso da cabeça, ombros, braços e tronco e absorve as forças de reação do solo, vindas dos membros inferiores.
Mesmo se você não pertencer à área da saúde pode ter uma idéia das forças que resultam alí.

Além disso é aí que se encontra o Centro de Gravidade do nosso corpo. Nosso centro neuro-mecânico de equilíbrio.

E tem mais!  Se lembrarmos do conceito de Tensegridade, 35 músculos se inserem (prendem) nos ossos que compõem a pelve.
Há músculos que se dirigem para cima, para baixo, transversalmente -lembram do transverso?- e diagonalmente.
Se cada um deles imprime tensão na pelve ou quadril, conforme são solicitados é possível visualizar a complexidade de suas ações.
Costumo brincar dizendo que parece um esquema de curso de dança por correspondência. São tantos traços e números que não sabemos por onde começar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Tensegridade - Teoria ou realidade?


O movimento exerce fascínio sobre o ser humano, afinal ele é indispensável à sua sobrevivência.

Na pré-história se não fossemos capazes de nos movimentar não teríamos chegado até aqui. Grandes migrações foram necessárias para fugir de adversidades climáticas, procurar terras mais férteis e etc.

A medida que nos "civilizamos" ganhamos por um lado mas perdemos por outro. Começamos a ter menos necessidade de nos movimentar e além disso vieram as guerras, que deixaram muitos com sequelas de movimento. Nessa época surge a Fisioterapia, já que até então não havia tido um número tão grande de pessoas necessitando restabelecer sua capacidade de se mover em um mesmo período.

De lá para cá houve uma grande evolução na Fisioterapia, mas ainda hoje observa-se desconhecimento e/ou uma grande resistência ao pensamento de integralidade, de que só recuperamos movimento se entendermos que ele envolve todo o corpo.
Hoje, mais do que nunca não se pode aceitar o pensamento analítico; de se focar apenas na região lesionada. Isso é contrário aos princípios universais que regem o movimento.

Para o fisioterapeuta desenvolver um Programa de Tratamento eficaz é indispensável compreender que o Sistema de Movimento Humano é altamente complexo com seus componentes miofasciais, neuromusculares e articulares interligados e interdependentes. 

Basta uma estrutura alterar, um pouco que seja,  sua posição para repercutir no todo em que está inserida.

Na tentativa de comprovar esse pensamento me deparei com o termo Tensegridade citado nos trabalhos de Tom Myers.



O que é tensegridade?

A palavra tensegridade ( tensão + integridade, ou seja, integridade das tensões ) foi criada e utilizada por R. Buckminster Fuller - arquiteto, engenheiro, cientista e sonhador - que a descreveu como "uma propriedade presente em objetos cujos componentes usam a tração e a compressão de forma combinada, o que proporciona estabilidade e resistência, assegurando sua  integridade global".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Contrair o Transverso Abdominal, para que?

O músculo transverso abdominal (TA) desempenha um papel muito importante na função e reabilitação dos músculos do assoalho pélvico (MAP), mas a maioria das explicações para o controle da continência não menciona outros exercícios além dos exercícios de Kegel. Porquê? Teriam os meios de comunicação ultra simplificado o método de reforço dos MAP, deixando aqueles que seguem a sua orientação destinados ao fracasso? Acredito que sim.
Kegel foi, sem dúvida alguma, um pioneiro nessa área, mas desde a década de 40 houve descobertas, avanços científicos de grande repercussão para nós. Entre elas a interdependência de todas as estruturas corporais e que a postura jamais pode ser relevada a segundo plano nos exercícios terapêuticos.  
 Hoje vamos dar uma olhada neste músculo postural e do papel que desempenha na estabilidade do Core e na força dos músculos do assoalho pélvico (MAP).

Primeiro, vamos obter um bom visual da nossa anatomia. As fibras musculares do TA, ou abdominais inferiores, cercam nosso abdômen e região pélvica, se inserindo em torno da fáscia toracolombar na nossa região lombar. O nosso músculo TA circunda a área estreita de nossa cintura para baixo e para dentro de nossa entrada da pelve (a área delimitada na parte de trás do nosso sacro e nas laterais por nossos dois ossos ilíacos). As fibras transversais do nosso abdominais inferiores correm ao redor da cintura por dentro da nossa pelve, como um colete ou cinta que podemos "apertar" no nível do nosso umbigo. Este espartilho formado pelas fibras transversais do músculo TA  estreita como um cone terminando no nível do nosso osso púbico. Quando o nosso TA contrai esse cone ele aperta como um "compressor", deslocando ar e pressão para cima e proporciona maior estabilidade para diferentes segmentos de nossa parte inferior da coluna. 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dicas para controlar a dor de artrite reumatóide: Proteção Articular - Continuação

Utilizando uma boa mecânica corporal

A forma com você posiciona seu corpo realmente afeta a quantidade de tensão e esforço que você impõe às suas articulações.
A mecânica correta do corpo permite que você utilize seu corpo de forma mais eficiente e que conserve energia.

    *Quando estiver sentado, tenha certeza de que as costas e os pés tenham um bom apoio.

    * Se você digita por longos períodos e sua cadeira não tem braços, considere utilizar suportes ou apoio para antebraço e punho. Uma superfície angulada ( inclinada) para ler e escrever será benéfico para se pescoço.
 
    * Aumente a altura da sua cadeira para diminuir o estresse no quadril e joelhos ao se levantar e sentar.

    * Para pegar objetos no chão, flexione um pouco os joelhos e o quadril. Ou sente-se numa cadeira e se incline para frente.

    * Carregue objetos mais pesados próximos ao tronco, suportando o peso com os antebraços.

    * Mantenha boa postura tanto quando estiver de pé como sentado. Postura incorreta causa má distribuição de peso e pode lesionar seus ligamentos e músculos.