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terça-feira, 22 de junho de 2010

O músculo da emoção

O psoas é um músculo enigmático.

Sua biomecânica, seu comportamento e sua reação às diversas técnicas e métodos direcionados a seu tratamento sempre me fascinaram.

Ele está envolvido nas queixas de praticamente todas as pessoas que me procuram no consultório.

Como pode ser?
  • Bem, o psoas é um músculo de centralidade e de conexão. Ele faz e relação da parte de cima com a parte de baixo, vem de dentro para fora, de axial(eixo) para apendicular(extremidade), além de estar diretamente envolvido no andar(caminhar) e na respiração, isso para citar alguns dos seus principais encadeamentos.
(O psoas fornece parte do suporte de raiz para o diafragma e, sem dúvida tem um papel fundamental na iniciação do ato de andar.)
  • Os vizinhos do psoas também são muito influentes( importantes) : as articulações do quadril, coluna lombar, articulações lombo-sacra e torácico-lombar, os rins, as glândulas supra-renais, as artérias ilíacas, o plexo lombar- que passa por dentro do psoas- e, é claro o diafragma.
  • Biomecanicamente ele tem papel fundamental na região lombar e pélvica e no Core.
Qualquer alteração no seu funcionamento repercute no todo. Curiosamente suas funções ( movimentos pelos quais ele é responsável) podem ser repetidas por um ou mais músculos superficiais.Isso faz com que fique ainda mais difícil identificá-lo no nosso corpo.
  • Com certeza você consegue sentir o seu bíceps do braço, ou reto abdominal trabalhar, mas o psoas vem de lá de dentro e só com um bom trabalho desenvolvido para sua conscientizaçao é possível percebê-lo.
Esse pode ser mais um dos desafios diante do seu manejo.
  • Além disso, com o avanço da ciência - microscopia eletrônica - descobriu-se a presença de ramificação do nervo vago no seu interior.
O que isso representa?

sábado, 1 de maio de 2010

Osteoporose - Como lidar com este fato anunciado?

A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente, deixando-os ocos, finos e mais sujeitos a fraturas.
No período que engloba o climatério e menopausa, as mulheres experimentam alterações dramáticas.
Em algum momento entre os 45-50 anos, em média, os ovários deixam de funcionar. "A fase em que os ovários começam a planejar suas férias é chamado de climatério ou Pré-menopausa...... e pode durar de 2 a 4 anos". Quando finalmente a menstruação desaparece por mais de 12 meses consecutivos, tem início o período chamado de menopausa.
Os sintomas são diversos e vão do Fogacho, uma crise intensa e rápida de sensação de calor intenso, que é percebido por 80% das mulheres periodicamente durante o climatério e ao longo dos 2 primeiros anos da menopausa.
Além dele, a aposentadoria dos ovários pode trazer atrofia vaginal (com dor durante a relação sexual e aumento de riscos de infecções vaginais e urinárias), enfraquecimento e relaxamento da musculatura pélvica (músculos do assoalho pélvico - MAP), com incontinência urinária e queda do útero, episódios de vertigens, dormências, palpitações, casos de ansiedade, depressão, raiva, irritabilidade, fadiga, insônia,estresse, baixo desejo sexual e osteoporose.....    UFA!!
Ainda bem que a maioria deles pode ser aliviado com tratamento médico.


Mas a proposta é não  esperar, é fazer acontecer.

Em relação às alterações dos MAP (músculos do assoalho pélvico) temos a fisioterapia e os exercícios próprios que podem ser executados em grupo, de forma lúdica. (vide meu site)

O mesmo pode ser feito em relação à osteoporose.

É melhor nos anteciparmos a ela. Mas como?

Através de exercícios corretos, alimentação orientada, caminhadas ao ar livre, sol, enfim muitas outras formas agradáveis.
Ainda bem, não é?

Depois de um UFA!!, um AH! Que bom!!!

Para a osteoporose que atinge um quarto de todas as mulheres, e metade com mais de 65 anos, a fisioterapia oferece um programa de exercícios que inclui alongamento, fortalecimento, exercícios de equilíbrio, instrução para evitar quedas e exercícios de impacto.

Os efeitos do aumento da atividade física corretamente aplicada mostraram desacelerar a perda óssea e os níveis de desmineralização.

Exercícios de resistência tem efeito positivo sobre múltiplos fatores de risco para para fratura osteoporótica em mulheres na pós-menopausa anteriormente sedentárias.

Então queridas , o que esperar?

Fale com seu ginecologista e procure um(a) fisioterapeuta com experiência na área e seja feliz.

É uma fase de muitas descobertas como Suzanne Braun Levine muito bem denomina: " a segunda adolescência.

Vamos curtí-la, então!