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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Porque voce detesta se alongar?

Saiba que não é só você.

Há muitos anos envolvida com o movimento humano, já que minha 1ª formação universitária foi em Educação Física e 1982, a relação das pessoas com o alongamento me intriga.

Não é verdade que a maioria das pessoas detesta se alongar? Porque?

A resposta mais  frequente é:  porque dói muito e não funciona.

Hoje em dia, como fisioterapeuta, sei da importância do alongamento na manutenção da saúde. Ele exerce grande influência na prevenção e tratamento das lesões do aparelho locomotor (ossos, músculos, articulações e nervos).

Ao mesmo tempo encontro grande resistência quando constato, através da avaliação, que o alongamento será a peça chave do tratamento.
Essa reação perdura até que eu demonstre como deve ser executado: Ah!, assim dá para fazer, não dói!

Mas logo a seguir, com certo descrédito, vem o questionamento: Vai funcionar? Sempre soube que para alongar tinha que doer, se não, não iria adiantar - comentam.

sábado, 10 de julho de 2010

Use-os ou perca-os!

Porque "malhar" os seus MAP (Músculos do assoalho pélvico)

Porque não? Será que devemos passar a nossa vida exercitando quase todos os músculos do corpo menos eles?

Se trata de uma abordagem inovadora, sem dúvida, mas  além de necessária  é indispensável.

Hoje temos relatos, inúmeros estudos e pesquisas que revelam a importância e influência dessa musculatura na nossa saúde e bem estar, vide o post assoalho pélvico ilustre desconhecido.

Em várias oportunidades comentei com meus alunos na faculdade de fisioterapia que estranho bastante o fato de, apesar de nossa cultura ser altamente erotizada -  comerciais de televisão ou outdoors vendem produtos relacionando-os a sexo, desde perfume, fósforo e até pasta de dente! - a maioria das pessoas não se sentem muito à vontade ao abordar a região pélvica.         

O que pode representar um grande problema quando algo na área pélvica não vai bem.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O mais frio dos ombros... Compreender e não compreender a Capsulite adesiva

Descongelar o ombro, eis a questão !

Você começa a notar que o ombro dói quando você se deita sobre ele, ou ao acordar de manhã. A dor geralmente melhora depois que você muda a posição, mas gradualmente a dor começa a persistir. Inicialmente pode-se confundir com uma tendinite, só que a dor não melhora, aliás ela piora e à medida que isso acontece seu ombro começa a perder a liberdade de movimento. Depois de 6 a 10 semanas, que podem perdurar até 6 meses, a dor diminui, mas o movimento de seu ombro ficará bastante limitado. O ombro fica tão rígido que você tem dificuldades em tarefas diárias como prender o cabelo, se vestir e tomar banho (ensaboar a axila oposta se torna um desafio, assim como lavar os cabelos). Você, nesse ponto desenvolveu um "ombro congelado" e o mais frustrante é que na MAIORIA DAS VEZES, você não faz ideia do que aconteceu com você.

Ninguém entende totalmente porque um ombro congelado se desenvolve. A medicina não sabe exatamente a sua causa. Por alguma razão o "envelope" de tecido que circunda a articulação gleno-umeral, que é a cápsula articular do ombro, encurta e desenvolve grossas aderências e/ou tecido cicatricial. O termo médico é CAPSULITE ADESIVA. Os movimentos da cabeça do úmero (osso do braço que compõe o ombro) ficam impedidos na rotação e deslizamento apropriados o que os torna restritos e dolorosos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Má postura e dor nas costas



As dores nas costas atingem grande parte da população; segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde - estima-se que 85% da população mundial sofra com esse mal.

Os dados também revelam que as dores nas costas de origem mecânica, descartando as de origem orgânica como por exemplo os tumores e lesões de orgãos internos, são frequentemente invalidantes, de natureza distintamente dolorosa e reincidentes.

Estão classificadas entre os males sociais atuais pela sua alta incidência.

Nos meus 10 anos de Ensino Superior fiz em todas as turmas a seguinte pergunta:
- Alguém presente nesta turma pode me dizer que nunca sentiu dor nas costas? Se houver alguém levante a mão.

Imaginem com quantas pessoas tive contato,(cheguei a ter sete turmas em um mesmo período) e nesse anos, posso contar em uma das mãos o número de pessoas que levantou a mão.

Podemos concordar que 85% da população é um número alarmante não é?

sábado, 5 de junho de 2010

O quadril e a lesão de joelho


Já postei algumas vezes assuntos relacionados a pelve ou quadril: Core, tranverso do abdómen, assoalho pélvico, pois é, isso me intriga e fascina!

Como já falei, o Core está intimamente relacionado à pelve, que por sua vez está ligada ao corpo todo.

A pelve, do ponto de vista fisiológico, abriga órgãos e estruturas que pertencem ao nosso sistema digestivo, urinário, circulatório, nervoso, osteomioarticular e reprodutivo. Com isso ela abriga a possibilidade da mais fantástica das funções, a perpetuação da espécie humana.

Não é de estranhar que a pelve seja central no corpo, conectando a parte superior e inferior do nosso corpo.

Do ponto de vista biomecânico, ela recebe o peso da cabeça, ombros, braços e tronco e absorve as forças de reação do solo, vindas dos membros inferiores.
Mesmo se você não pertencer à área da saúde pode ter uma idéia das forças que resultam alí.

Além disso é aí que se encontra o Centro de Gravidade do nosso corpo. Nosso centro neuro-mecânico de equilíbrio.

E tem mais!  Se lembrarmos do conceito de Tensegridade, 35 músculos se inserem (prendem) nos ossos que compõem a pelve.
Há músculos que se dirigem para cima, para baixo, transversalmente -lembram do transverso?- e diagonalmente.
Se cada um deles imprime tensão na pelve ou quadril, conforme são solicitados é possível visualizar a complexidade de suas ações.
Costumo brincar dizendo que parece um esquema de curso de dança por correspondência. São tantos traços e números que não sabemos por onde começar.