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domingo, 30 de janeiro de 2011

O mundo nos seus ombros I


Os problemas posturais e as sobrecargas de responsabilidade incidem nos ombros e favorecem diversas patologias. Cuidar dessa região implica em equilibrar globalmente nossa vida!

Os ombros contêm e geram força, apoio, ação, equilíbrio, liberdade, segurança, sensualidade... tudo o que é necessário para superar a insegurança e o medo e nos lançarmos na busca de nosso sonhos.

Na mitologia grega os ombros podem ser comparados a capitéis ( parte superior da coluna ou pilastra, de diferentes figuras e adornos segundo o estilo arquitetônico a que corresponde: por exemplo o capitel jônico) capazes de sustentar o céu. O titan Atlas, apesar de sua força e corpulência sem precedentes, gemia pela dor que lhe era impelida por suportar a carga do céu sobre seus ombros, um castigo imposto por Zeus.

A principal função dos ombros consiste em proporcionar liberdade de movimento aos braços e estabilidade à coluna vertebral. Sem dúvida, parece que encontramos neles um ótimo suporte para “levar sobre os ombros” nossas cargas físicas e psicológicas. Eles também oferecem apoio emocional quando encontramos um ombro amigo para chorar. As pessoas podem colaborar efetivamente ombro a ombro e eles ainda podem servir de assento e um ponto excelente de visão para as crianças quando as colocamos sobre nossos ombros.

Não parece suficiente para prestarmos atenção a seu estado?

O 1º post dessa série dará algumas dicas para mantê-los saudáveis.

Para começar devemos nos dedicar a alongamentos suaves e auto-massagens diárias:

# Para que os ombros permaneçam livres de tensão e bloqueios energéticos, convêm realizar com regularidade exercícios que mantenham sua mobilidade e a liberdade da articulação.
Como não temos muito tempo, o ideal é aproveitar o momento do banho; deixar a água morna acarinhar seus ombros enquanto realiza movimentos suaves de estiramento e movimentos circulares nos dois sentidos, para frente e para trás, de forma agradável.
Isso não tomará mais de 2 minutos do seu dia e valerá muito a pena!

# Massagear-se também ajuda a manter a musculatura relaxada: você pode colocar uma das mãos sobre seu ombro e explorar a área que vai até o pescoço – região cervical – procurando por pontos doloridos. Ao achar um, comprima-o por 5 a 10 segundos, respire suavemente, visualizando a tensão se dissolver a cada expiração.
Essa auto-massagem pode ser realizada durante o dia, até mesmo aproveitando intervalos no trabalho.

Dê esse 1º passo e constate a melhora da qualidade de vida no seu dia-a-dia. Além disso você estará investindo na sua saúde, lembremos que a palavra de ordem é prevenir!

Abraços e até a próxima postagem!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O mais frio dos ombros... Compreender e não compreender a Capsulite adesiva

Descongelar o ombro, eis a questão !

Você começa a notar que o ombro dói quando você se deita sobre ele, ou ao acordar de manhã. A dor geralmente melhora depois que você muda a posição, mas gradualmente a dor começa a persistir. Inicialmente pode-se confundir com uma tendinite, só que a dor não melhora, aliás ela piora e à medida que isso acontece seu ombro começa a perder a liberdade de movimento. Depois de 6 a 10 semanas, que podem perdurar até 6 meses, a dor diminui, mas o movimento de seu ombro ficará bastante limitado. O ombro fica tão rígido que você tem dificuldades em tarefas diárias como prender o cabelo, se vestir e tomar banho (ensaboar a axila oposta se torna um desafio, assim como lavar os cabelos). Você, nesse ponto desenvolveu um "ombro congelado" e o mais frustrante é que na MAIORIA DAS VEZES, você não faz ideia do que aconteceu com você.

Ninguém entende totalmente porque um ombro congelado se desenvolve. A medicina não sabe exatamente a sua causa. Por alguma razão o "envelope" de tecido que circunda a articulação gleno-umeral, que é a cápsula articular do ombro, encurta e desenvolve grossas aderências e/ou tecido cicatricial. O termo médico é CAPSULITE ADESIVA. Os movimentos da cabeça do úmero (osso do braço que compõe o ombro) ficam impedidos na rotação e deslizamento apropriados o que os torna restritos e dolorosos.